Primeiro-ministro não vai tirar férias no verão, comunicou.
É uma informação útil. Para quem?
Para os restantes membros do
governo, para a administração pública em geral, para o Presidente da República,
para a oposição, para os portugueses? Para os portugueses, não certamente, já
que muitos destes não “tiram” nem vão ‘tirar’ férias de verão. Para os
restantes? Boa parte deles estão condicionados com os exames dos filhos, depois
da trapalhada causada pelo ministério da educação, sem saber quando podem
marcar férias, isto se os patrões estiverem disponíveis para estas alterações.
Outros, já não têm essa sorte. “Precipitaram-se” a marcar férias e agora já não
dá. Digamos, pois, que o PM comunicou esta sua decisão, por solidariedade com
estas ‘vitimas’ do desgoverno do PM. Se assim foi, acaba por ser um ato isolado
de muito pouco significado, perante as desventuras da população portuguesa
neste primeiro semestre e do atraso inqualificável na reparação das suas vidas,
pelas tragédias ocorridas. Ainda hoje, existem portugueses à espera de um apoio
prometido que ainda não chegou. Em cima das crises ou desastre naturais o
governo acrescenta novas crises por atos de desgovernação. Na saúde, educação,
justiça, trabalho, etc., etc.
Será que o PM podia (devia)
simplesmente omitir tal decisão? É óbvio que sim. Para quê confrontar os
portugueses que têm sido afetados pelo desgoverno do PM? Não há, que se saiba,
grandes motivos de regozijo por esta pseudossolidariedade do PM para com os
portugueses vítimas do seu desgoverno. Nem os “Proxy” conseguem esboçar algum
apoio.
Francamente. Há notícias que pelo
seu conteúdo e oportunidade deveriam ser guardadas no espólio do governo, para
amanhã fazerem parte do livro de memórias do PM.
Até lá, como o PM pediu, vá ao
trabalho, que se faz tarde, ainda que em período de férias …
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