Sebastião Bogalho o novo “Pedro Lomba” dos briefings da AD
Quem se lembra, há mais de doze
anos, o governo de Passos Coelho, nomeou o então Secretário de Estado Pedro
Lomba (PL) para conduzir os 'briefings' diários com os jornalistas. A coisa não
correu muito bem, a não ser para João Miguel Tavares (JMT), que viu abrir-se
uma vaga no jornal Público, pela saída do referido Lomba, que vem ocupando até
aos dias de hoje.
Fechado o parêntesis, dizia eu
que os briefings do PL não correram muito bem, como a história o demonstrou e
aqui não vou repetir.
Falhada a experiência, o PSD, renunciou a
ideia de um porta-voz fixo, durante muitos anos. Agora em 2026, o PSD volta a
carga e nomeia Sebastião Bugalho (SB) como novo porta-voz do partido. A coisa
tem tudo para correr mal, não só pela personagem escolhida, como pelo seu débil
percurso político. Não foi preciso esperar muito. Nem meia dúzia de dias passou
e o ‘'rottweiler', lança as primeiras pérolas (pedras?). O “sucesso
do Governo de Montenegro é ser "brutalmente reformista". E
perante tal ‘brutalidade’, acrescentou: “o revés é que isso ainda não
passou para a opinião pública e ainda não tocou na vida de todos os portugueses”.
Ora aí está. Um governo ‘brutalmente reformista’, que ainda não se deu por
isso.
Vejam só a ‘brutalidade’ das
reformas que fazem o ‘sucesso’ deste governo como diz o 'rottweiler'. Alguns
exemplos: Reforma laboral, sucesso brutal; Reforma na saúde, sucesso brutal;
Reforma na habitação, sucesso brutal; Reforma das Lei da nacionalidade e da
imigração, sucesso brutal; Reforma da segurança social, sucesso brutal; Reforma
da justiça, sucesso brutal.
Esta ‘brutalidade de sucessos
reformistas’ ’não passou para a opinião pública e não tocou na vida de
todos os portugueses’, apesar de supostamente serem os destinatários das
mesmas. Vamos lá ver uma coisa: quando os governos fazem umas reformazinhas,
vêm logo as vozes do costume dizer, isto são insignificâncias, não alteram nem
melhoram a vidas dos portugueses, isto é dar com uma mão e tirar com a outra, é
ou são reformas tímidas, de quem não sabe o que é uma reforma, etc., etc.;
agora que estamos em presença de ‘reformas brutais’, coisa que, como próprio
nome indica, é de um radicalismo, violência e desumanidade inaudita, eis que
tal não passou para a opinião pública nem chegou aos portugueses.
Como alguém dizia: “Quando
indivíduos sem competência ou pensamento crítico são nomeados como porta-vozes,
uma organização corre o risco de sofrer graves danos na sua reputação e falhas
na comunicação. A questão central reside na falta de alinhamento entre o
discernimento do porta-voz e a credibilidade da organização.”
O ‘suspeito’ Miguel Albuquerque é
que tinha razão: “…, aqui não há estrelas”, referindo-se ao ‘rottweiler',
no recente congresso do PSD.
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