OLHÁ MALA?!
André Ventura (AV) andou a
vasculhar o gabinete da Iniciativa Liberal (IL) na Assembleia da República, sem
autorização e consentimento dos próprios e filmou o interior. As notícias, não
dizem se este gesto de AV se generalizou pelos restantes espaços reservados aos
partidos no Parlamento. A dúvida, mantem-se.
Para o presidente da AR, “A
alegada entrada não autorizada num espaço reservado ao Grupo Parlamentar da
Iniciativa Liberal, acompanhada da captação e divulgação de imagens no seu
interior, bem como a instrumentalização dessas imagens para sustentar e
divulgar a ideia de que os deputados dos grupos parlamentares visados estariam
em incumprimento das respetivas funções, justificam a abertura de um inquérito
pela Comissão Parlamentar de Transparência e Estatuto dos Deputados, no âmbito
das competências que o (…) Estatuto dos Deputados lhe confere”,
Esta é, claro, a «cortina de
fumo». Suspeitamos, no entanto, que os ilícitos possam ser outros dados os
antecedentes naquele partido e, curiosamente, também na Assembleia da
República.
A apropriação ilícita é da matriz
fundacional daquele partido. Desde a sua fundação que os episódios de
apropriação ilícita se sucedem em parceria (certamente, não autorizada) com a
“Vinted”.
Esta leveza do presidente do
Chega a deambular pelos gabinetes dos outros partidos sem autorização e
conhecimento dos mesmos, revela uma destreza e um perfil nada conducentes com a
de um deputado da República e muito menos com a dignidade que a Assembleia da
República representa para o país.
A ausência destes mínimos
necessários à função de deputado, deveria exigir um controlo e escrutínio mais
apurado destes eleitos da nação. No Chega é recorrente o uso da ilicitude em
qualquer campo. Os parlamentares do Chega são, simultaneamente, deputados e
delinquentes condenados por crimes de natureza pessoal ou patrimonial. Haverá
exceções? Certamente, para que a regra se cumpra.
A aparente ausência de proteção
do Estado de Direito Democrático, deve ser reforçada pela vigilância séria e
eficaz das instituições democráticas e do seu regular funcionamento, sem
esperar pelos períodos eleitorais, para que o povo corrija e puna as condutas
dolosas e antidemocráticas.
Estes relatos da «casa da
democracia» são preocupantes, não só pelos ilícitos praticados, mas, sobretudo,
pelo que eles representam de fragilização do tecido democrático português.
Em ultima análise, fiquem atentos
às vossas malas.
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