AMAMENTAÇÃO – A MAMA QUE VAI ACABAR!
Este governo já tinha dado
mostras, que aqui levam todos. Desde os embriões humanos até à velhice, a todos
vão ser combatidos os ‘abusos’. Bebés que até agora se habituaram a mamar para
além dos para além de um ano, vão ter a sua vida dificultada e o número de
‘refeições’ reduzido. É que a ministra, para além de desconfiar que os bebés
mamem para além de um certo tempo já indagou que as lactantes praticam abusos
no benefício que lhes é concedido. E isto é à nascença! É verdade, que já na
morte fetal, o governo e a sua ministra, informaram que as faltas pelo luto
gestacional vão acabar. Afinal, para quê proporcionar um luto digno, se os pais
podem-no fazer com atestado médico? É caso para dizer que esta gente está
muito atrás! Direitos e valores, são matérias arredadas desta governação.
Há até uma certa pobreza moral nas propostas apresentadas. Talvez, por isso, as
associações patronais já vieram propor que as faltas, ainda que justificadas,
fossem descontadas no vencimento. O terreno é fértil, os adubeiros são
uns ‘mãos largas’, há que aproveitar o momento. Como dizia o outro: ‘enquanto o
pau vai e vem descansam as costas’. Ora, como se demonstrou, isto é, ao nível
da maternidade. Falta acrescentar, que ao nível do nascimento, as coisas também
não estão famosas para as grávidas e respetivos bebés. Aquelas têm de se
habituar à ideia que o parto, não tem de ser, necessariamente, em ambiente
hospitalar. Estas foram ideias modernizadas por governos de esquerda em
Portugal que importa substituir o quanto antes, pelo regresso às origens,
protagonizado por este governo, ou seja, parir em casa. Enquanto tal não é
implementado definitivamente, as grávidas, terão os seus filhos em ambulâncias,
ou em outro meio de transporte equivalente. Nisto o ministério da saúde está
muito mais à frente que o ministério do trabalho. Mas a direção é a mesma.
Chegadas ao jardim de infância, as crianças debatem-se com o seu apelido. São
perseguidas por ele e os pais sofrem de igual perseguição. “Vai para a tua
terra”, é o que ouvem de pequeninos, criando uma confusão e incerteza, que os
persegue pela vida fora. A atual maioria parlamentar, destinou o seu ‘saber’ à
perseguição dos imigrantes pobres e tudo tem feito para que eles se sintam
deslocados onde estão. Mais uma vez estes «tigres de papel» se agigantam
perante os mais fracos e vulneráveis. Dá que pensar se isto é algum trauma
familiar (revanchismo), dos tempos do "Bidonville"?
Entrando na escolaridade
obrigatória, este governo encetou uma senha, desde logo, contra a ‘disciplina de
Cidadania e Desenvolvimento’, retirando do seu conteúdo matérias ligadas à
sexualidade. Aqui prevaleceu as teses do ‘nano partido’ CDS, na caricatura poética
feliz de Natália Correia, “O coito do morgado”. Mais grave que isso, porém, é a
pura extinção da mais importante instituição de ciência em Portugal, a Fundação
para a Ciência e a Tecnologia (FCT) que, sob a égide e criação de Mariano Gago,
deixou “a paisagem científica do país irreconhecível”. Agora o governo
propõe-se extingui-la, sem mais. É arrepiante.
E daqui à lei da nacionalidade e
dos estrangeiros foi um pulinho. Marcelo, o assustado presidente da República,
disse que quanto à lei dos estrangeiros, "fica para a história" que
houve uma maioria que "quis essas soluções e oportunamente será julgada
por isso. Já quanto à lei da nacionalidade, pede "política humanista, mas
com regulação". Foi preciso vir o seu próprio partido para o governo, para
Marcelo voltar a cheirar um pouco de ‘primavera marcelista’, numa altura em que
já se tinha habituado à democracia pluralista de princípios e valores.
Verdade, verdadinha, ninguém sabe
o que este governo quer e para onde vai. Talvez por isso, tenha ganho as
eleições.