“VAMOS LIMPAR PORTUGAL”
O novel partido Chega, da extrema-direita
portuguesa, encharcou o país de cartazes, todos à volta do título deste post.
Sempre que um protofascista desta organização, se lembrava de vociferar um
destes slogans, lá vinha a acusação sobre um dos seus membros ou de prostituição
infantil, ou de furto ou roubo de malas, ou ofensa à honra e imagem, ou falsas
declarações, ou incitamento ao ódio, ou violação das regras de imigração, ou falsas
presenças, ou dívidas a instituições, ou violência doméstica, ou burla e furto
a casas e igrejas, enfim, praticamente, todo o catálogo de crimes, tipificados
no Código Penal.
Na altura, muitos de nós, como
eu, naïfs, entendemos o slogan que faz título a este escrito, como uma tarefa
de limpeza dos malfeitores começando pelos próprios membros, simpatizantes e
outros que tais, tal era a quantidade e qualidade dos meliantes. Porém, cedo se
verificou que não era isso, pois a ‘bandidagem’ foi crescendo à medida que o
partido ia crescendo, deixando de haver condições para a limpeza. Assim como
assim, viver com algum lixo por perto, não era nada que assustasse esta
organização e até servia para esconder para debaixo do tapete, aquele ‘furto
formigueiro’ que sempre ajuda a compor as fontes de rendimento. As autoridades
policiais que tratassem do assunto, que esta organização tinha outro objetivos
escondidos. O enriquecimento lícito, por violação das regras da democracia.
Citemos, a título de exemplo, o
Deputado Pedro Frazão, um racista xenófobo primário que tem atualmente as
seguintes fontes de rendimentos: É médico-veterinário, com rendimentos desta atividade
que estão declarados (?); é Deputada na Assembleia da República, cujo
vencimento base e subsídios são conhecidos e foi eleito Deputado Municipal,
cujo vencimento base (inteiro/parcial) é conhecido a que acresce subsídio de
refeição e por último, é comentador da CNN.
Este exemplo, um pouco à quem do
que «arrebanha» o seu chefe, serve para percebermos, na íntegra, o que o
slogan, subliminarmente, escondia. Esta organização, afinal, foi criada para
derrubar a democracia e no seu ínterim, “limpar Portugal”. Assim, a
acumulação de riqueza através de dinheiros públicos é um dos grandes objetivos
dos membros desta organização. E fazem-no com uma desfaçatez tal, que as
autoridades publicas de fiscalização e controlo, estão de tal forma
anestesiadas, que não dão sinal de vida. Vejamos, o que se passou com o chefe
da organização. Desde que foi eleito como deputado municipal em Moura, nas
eleições autárquicas de 2021, o presidente da organização apenas participou em
duas sessões da Assembleia Municipal ao longo de quatro anos: a da tomada de
posse em outubro de 2021 e outra relativa à discussão do orçamento camarário
para 2022.
Este é, efetivamente, o conceito
de democracia participativa, desta organização. O que dá dinheiro, é para “limpar”,
o que não dá, é para abandonar. E isto, num país que não tem dinheiro!
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