OS "BUFOS", "RATOS" OU "TOUPEIRAS”
A utilização de uma empresa
pública de comunicação (a RTP), para a difusão consentida e contratada para a
propaganda e difusão de ideias racistas, xenófobas, preconceituosas e assentes
no discurso do ódio e da violência, é, para além de uma violação Constitucional
gritante, um atentado declarado, ao Estado de Direito Democrático, praticado
por agentes do Estado e, como tal, sancionadas criminal e civilmente. É
alarmante e levanta sérias preocupações sobre a integridade do Estado de
Direito e os princípios democráticos, que dirigentes públicos ousem contratar,
em nome de todos nós, e para um serviço público de comunicação, pessoas que perfilham
a ideologia fascista.
Se é certo que a Constituição
garante direitos essenciais como a igualdade e a dignidade humana, a difusão de
discursos de ódio contraria esses princípios. A promoção de ideologias que
incitam a violência e a discriminação não apenas fere a lei, mas também mina os
valores que sustentam uma sociedade democrática.
O uso de uma entidade pública,
neste caso a RTP, para veicular tais ideias é um ataque direto à democracia,
pois compromete a coesão social e a convivência pacífica entre diferentes
grupos. O Estado deve ser um agente de promoção da inclusão, e não de divisão e
ódio.
Os Agentes do Estado que permitem
ou promovem a difusão desses discursos devem ser responsabilizados por suas
ações, sendo passíveis de sanções civis e criminais. É imperativo que os mecanismos
de supervisão assegurem que as práticas de comunicação pública estejam
alinhadas com os valores democráticos.
Se numa corporação policial é
detetado e preso um PSP, por atividades terroristas e incitamento ao ódio, o
mesmo tratamento deve ter quem contrata estes elementos terrorista e de
incitamento ao ódio.
O Conselho de redação da RTP,
deve denunciar quem tomou a iniciativa de contratar e/ou colaborou na
contratação de elementos que perfilhem a ideologia fascista.
A sociedade deve estar atenta e
exigir responsabilidade das suas instituições. A luta contra a discriminação e
o discurso de ódio é uma responsabilidade coletiva. É essencial promover uma
comunicação que respeite e celebre a diversidade, garantindo que todos os
indivíduos sejam tratados com dignidade e respeito.
A utilização de uma plataforma
pública (RTP) para a promoção de discursos de ódio não deve ser tolerada. É
fundamental que as vozes a favor da igualdade e da justiça prevaleçam.
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