Viktor Orbán (“A Rússia quer a paz, só a Europa quer a guerra”)
Vitor Orbán, o atual primeiro-ministro
húngaro, é um cidadão convicto da era soviética, cuja ocupação da sua pátria pela
Rússia soviética data do após a guerra (1944) e durou até ao fim do regime
comunista em 1989. Orbán, que nasceu em 1963, foi nascido e criado, durante a
ocupação do seu país pelo regime soviético, demonstrando hoje uma cultura de
subserviência a moscovo que quase se poderá qualificar como um trauma. O temor reverencial
é de tal forma acentuado que não o deixa distinguir entre o agressor e o
agredido, no caso da Ucrânia vs Rússia, como se a ocupação do seu país pelo
regime soviético, à força, não fosse em si mesma também uma agressão com a
perda de direitos cívicos da própria população húngara subjugada ao invasor. Orbán,
não gosta da Europa Ocidental (embora tivesse estuda em Oxford) e muito menos
da União Europeia. Não é o único, mas certamente, por razões opostas. No caso
dele, percebe-se, que gostaria de fazer parte de uma união “soviética”, com países
da região mais a leste da europa, tendo por referência a Rússia. Atribui-se a
ele, a expressão de "apoiante ingénuo
e dedicado" do regime comunista.
Hoje, assumidamente, de extrema-direita,
ao longo da sua trajetória política, Orbán adotou uma retórica nativista e
social-conservadora. Os seus ataques à União Europeia ao mesmo tempo que aceita
o seu dinheiro e o canaliza para os seus aliados e familiares levam a
caracterizar o seu governo como uma cleptocracia ("governo dos
ladrões"). É um triste exemplo de líder europeu, que tem como modelos de
governo a China, Rússia, Índia, Singapura e Turquia, o que reafirma a convicção
da sua apetência para a subjugação em que foi formatado.
Com este perfil, Viktor Orbán é, e
será sempre, "apoiante ingénuo e
dedicado" do senhor que se
segue!
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