O PARTO NA RUA!
Agora que as autoridade portuguesas
vulgarizaram o ‘parto na rua’ e a população ‘submissa’ acata esta nova ordem,
não há nada como desistirmos da ideia de robustecimento do SNS e, em alternativa,
apostarmos mais nas ‘bitcoins’ e na economia de casino, como forma de alguns de
nós ascender à classe dos homens mais ricos do mundo em contrapartida do
aumento exponencial da pobreza. Portugal tem de estar à altura dos desafios do
futuro. Por cada um milhão de pobres há cerca de cinquenta mil ou mais ricos.
Porquê políticas de habitação, saúde e educação publicas, perante este crescimento
notável de ricos. Porquê a manutenção do Estado Social, como defende e pratica o
atual governo, se a população caminha para a riqueza. Os pobres, uma minoria, de inúteis e/ou de
crianças, não devem reivindicar seja o que for, pois as vicissitudes da vida
não podem ser assacadas pelo Estado. O Estado é sistematicamente chamado a
criar ricos, ainda que com dinheiros públicos, e não tem ‘disponibilidade’ para
os pobres. Aumentar, quarenta ou cinquenta euros para os pobre é uma tarefa
gigantesca, que desequilibra os orçamentos da riqueza e coloca o país numa situação
de quase bancarrota. Ninguém percebe o esforço desta gente e até é ‘cruel’ a
falta de solidariedade em alguns de nós perante o esforço dos nossos atuais
governantes. No auge das eleições autárquicas, antecâmara das eleições presidenciais,
não vemos a população pobre e remediada, disposta a um sobressalto cívico. Tudo
tem de acontecer, no limite do sustentável. Até lá, a degradação aumenta, os
sinais de insatisfação tomam expressões de violência, as instituições degradam-se
e o poder, dissolve-se no manto do compadrio e da bandidagem. Não há, hoje,
instituições fortes e dignas. Hoje, as instituições, estão no limbo da
indignidade. Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, primeiro-ministro,
Tribunais e Ministério Pública, são a imagem da decadência democrática
absoluta. Tudo o que se seguir, será sempre pior, pois daqui emanam. É
assustadora a complacência do povo português perante tão medíocre representação
que tende a agravar-se pelos ventos que sopram do exterior.
Entretanto, os bebés vão nascendo
nas ruas.