Escassos minutos, após conferência de imprensa conjunta, em Kiev, entre o presidente da Ucrânia e o Secretário-geral das Nações Unidas (SG), os militares de Putin, dispararam mísseis de alta precisão (?) contra a capital ucraniana, tendo atingido um prédio de habitação e morto uma pessoa (jornalista), tudo a menos de cinco quilómetros do hotel onde se encontrava alojado, o Secretário-geral das Nações Unidas. Com esta mensagem bélica (linguagem diplomática de Putin), este pretendeu comunicar às Nações Unidas, através do seu SG, que o direito internacional e a carta das Nações Unidas são instrumentos para outros que não para o governo russo. Claro que é mais um ato de cobardia de Putin, lançar mísseis para amedrontar e intimidar pessoas e organizações, num gesto bárbaro que deve chocar o mundo civilizado. Putin, se chegar aí, será daqueles líderes que se suicidam após o fracasso da sua máquina de guerra, pois não têm coragem de enfrentar a história e serem julgados pelos crimes que cometem. Hitler, foi assim. Stalin, diz-se, que a sua morte aconteceu por falta de socorro e cuidados médicos nos dias após o derrame cerebral. De uma maneira geral, todos são abandonados à sua sorte, não merecendo o respeito e cuidados do povo que subjugaram durante o tempo da sua governação.
Putin tem uma máquina militar, quantitativa, mas qualitativamente, bastante inferior ao seu “Grupo Wagner”, o exército de mercenários russos na Ucrânia, cuja existência - e intervenção em conflitos como o da Síria, da Líbia ou da República Centro-Africana, são atestados e confirmados por inúmeros relatórios dos últimos anos, das Nações Unidas. Os militares russos, usam armas (mísseis) de alta precisão, para atingir alvos civis e arrasar cidades, vilas e aldeias. Putin, usa a sua máquina de guerra, para dizimar os povos que não leem pela sua cartilha. O “Holodomor” de Putin na Ucrânia é em tudo idêntico aos acontecimentos que levaram à morte por fome de milhões de ucranianos entre os anos de 1931 e 1933, empreendido pelo comunismo soviético, liderado por Stalin. Os relatos de Kharkiv, Mariupol, Bucha, etc., etc. são o testemunho impressionante dessa barbárie e desumanidade sem limites. Repetir aqui, os crematórios móveis criados pelas tropas russas para esconder os seus crimes na Ucrânia é trazer à memória esse período negro da história do nazismo na Europa. Ontem como hoje, a história repete-se, pelos piores motivos.
Todos os que não distinguem a barbárie e a desumanidade, como Putin, são instrumentos do mal que governam sob o terror, o totalitarismo, as repressões em massa, a limpeza étnica, as deportações, as execuções (no seu país e no estrangeiro) e a causa de morte por fome de milhares de cidadãos, hoje na Ucrânia, como ontem na Síria, Chechénia, Geórgia, Crimeia, Azerbeijão e Arménia, Cazaquistão, República Centro-Africana, Mali (aqui com o grupo de mercenários “O grupo Wagner”), etc.
A diferença entre esta invasão na Ucrânia e as outras atrás mencionadas, é que esta está a ser paga maioritariamente pelo povo russo (fora o saque que está a ser efetuado na Ucrânia), enquanto as outras são pagas pelos povos invadidos.
Está na hora de os cidadãos russos exilados, organizarem a resistência russa contra o governo imoral de Putin, através de mensagens e instruções aos seus compatriotas na Rússia, ajudando-os a criar e/ou apoiar a resistência interna, contra os “putinistas”. Contando com a resistência europeia, o povo russo deve contribuir decisivamente, para afastar do poder Putin, sob pena da ameaça séria ao extermínio de povos europeus sem dó nem piedade.
O míssil à ONU, foi o esgar de um louco no poder.
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