terça-feira, 15 de março de 2022

𝐎 𝐂𝐄𝐑𝐂𝐎 𝐃𝐎 𝐂𝐎𝐁𝐀𝐑𝐃𝐄! – Parte III (A Fase do Vampiro)

Sangue. Muito sangue! A alegria do cobarde! Sangue novo, bem novo, o festim do facínora, do sociopata Vladimir Putin, ao lado do qual, devido à sua desumana crueldade, o próprio Hitler nem parece um mau rapaz.

O objetivo final de Putin é reerguer a “Pátria- mãe”, tornando a Rússia grande outra vez. Mais uma vez a Rússia será grande de escombros, de miseráveis, de aves de rapina e de párias. Os seus grandes valores, culturais, económico e sociais serão reprimidos e a Sibéria voltará a ser a casa dos excluídos e espoliados do regime de Putin. Putin terá lugar na história, pelos piores motivos. O maior êxodo após a segunda guerra mundial é agora protagonizado por Putin. A história, lembrá-lo-á como o cobarde, que usou da força bruta para expor as suas ideias. Dizimou cidades, vilas e aldeias e matou populações inocentes, tudo porque uma nação vizinha quis escolher o seu proprio destino. Este facto não o permite o cobarde, pois que, sobretudo, esse vizinho quer outras companhias. Ouve-se com alguma frequência “especialistas” dizerem que os EUA não aceitariam ter à sua porta (México, Canadá, etc.) uma “NATO” e é isso que os russos dizem que estão a fazer, pois consideram que integrar a Ucrânia na NATO, é uma forte ameaça para a sua segurança nacional. Este discurso só é possível para as superpotências que definem a sua segurança nacional, através do seu arsenal bélico. Mas evidentemente, é um discurso capcioso, cheio de inverdades e “monstros no sótão”. Basta ver, que não é o conceito de vizinhança que atormenta estes belicistas em particular o cobarde Putin. A “vizinhança” da Rússia com o Afeganistão é de quatro mil quilómetros de distância; a “vizinhança” com a Síria são de cinco mil e quinhentos quilómetros de distância; a “vizinhança” com a Crimeia são de quatro mil setecentos e cinquenta quilómetros de distância, etc., etc. As razões são outras e bem mais claras. O cobarde Putin, tem o sonho czarista, de governar de forma absoluta, agindo politicamente em função da grandeza imperial e da ampliação de seu poder como déspota. É nesta confluência híbrida entre o czarismo e o período soviético, da Pátria-mãe, expressão multiétnica da União Soviética que o cobarde Putin, estende os seus tentáculos à Ucrânia e a todos os outos territórios “filhos-da-mãe”, desavindos.

Para cumprir estes seus desejos, Putin, o cobarde, dispõe-se a reduzir os países a cinzas. Veja-se o que se passou em 2008, na guerra da Geórgia com as suas repúblicas secessionistas da Abcásia e da Ossétia do Sul, que levou à intervenção russa, com a derrota georgiana e o posterior reconhecimento por Moscovo da independência abcase e osseta. Desde então, dividida entre lutas políticas internas, a Geórgia saiu do primeiro plano da atualidade e nunca mais recuperou a integridade territorial. Há quem defenda que a invasão à Geórgia teria sido um "teste" russo para atacar Ucrânia. Seja como for, a verdade é que aquilo que Putin, o cobarde, fez agora na Ucrânia - e tinha já feito há 14 anos na Geórgia, quando era temporariamente primeiro-ministro‎ - é uma cartada forte para atingir o seu óbvio objetivo de pôr Moscovo à frente das repúblicas saídas da União Soviética, com exceção dos países bálticos, membros da UE e da NATO desde 2004.

A vingança do cobarde, foi o reconhecimento musculado da independência das repúblicas separatistas pró russas de Donetsk e Lugansk, comparável com a situação vivida em território georgiano em 2008.

Segundo o presidente georgiano “Está a repetir-se o mesmo guião que levou à ocupação de 20% do território” daquele país do Cáucaso, quando Moscovo reconheceu a independência da Abecásia e Ossétia do Sul, passo que levou à rutura de relações entre a Geórgia e a Rússia.

Depois da desintegração da União Soviética e da declaração da independência da Geórgia, ambas as regiões do norte da Geórgia, e que fazem fronteira com a Rússia recusaram integrar-se nela e proclamaram a sua autonomia, que não foi aceite por Tbilissi. A Geórgia continua a reivindicar a sua soberania sobre os territórios e a comunidade internacional sem os reconhecer.

É esta a estratégia do cobarde. Reconquistar as repúblicas saídas da União Soviética, nem que para isso, as tenha de dizimar, primeiro.

Putin, o cobarde, está na sua fase vampiresca, antes de entrar no nuclear!

 

 

 

 

   

   

 

 

 

 

 

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