Cotrim de Figueiredo – O candidato “Plasticina”
Os principais candidatos à Presidente
da República nas próximas eleições presidenciais têm uma característica, quase
unanime. São candidatos com fortes ligações a partidos. Assim, quer queira quer
não, têm essa marca de água que influencia, para o bem ou para o mal, a escolha
do eleitor. O Almirante conseguiu fugir a tentativa de o aprisionar. Submergiu
ao ataque do Chega. Cotrim de Figueiredo, também é candidato partidário, mas
esta situação não faz mossa pois, só por si, apenas serviu para a formalização
da candidatura. Já na estrada e com apoios esdrúxulos, o candidato virou a “vendedor
da banha da cobra”, ora dando uma à esquerda e outra á direita, que a malta das
sondagens não perdoou e deu-lhe 3% de intenção de voto, um pouco menos do que
teve o seu partido (5,1%), nas últimas eleições legislativas. A “plasticina”,
também tem limites. Reparem, com José Miguel Júdice, Santana Lopes e Sérgio
Sousa Pinto, por exemplo, é difícil imaginar uma candidatura séria de projeto e
programa presidencial. É esta “plasticidade” que faz de Cotrim Figueiredo um candidato
“plasticina”, ou seja, que pode ser moldado conforme a vontade de quem o
manuseia.
Cotrim de Figueiredo não tem forma própria (ausência de ideologia
sólida), muda de posição conforme a conveniência (oportunismo). É “amassado” ou
moldado por assessores, profissionais de marketing ou interesses externos. Tem falta
de conteúdo programático, ausência de trajetória política consistente e
carência de discurso autêntico.
Ele não passa de um candidato
plasticina: diz o que o marketing manda, muda de opinião conforme a sondagem e
não tem um projeto real para o país. A falta de autonomia, conteúdo e firmeza
ideológica, no candidato Cotrim de Figueiredo, representa um político como um
objeto moldável por terceiros, em vez de um agente com vontade própria.
Este é o resultado quando a forma
(aparência) se sobrepõe ao conteúdo.
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