Tal como aconteceu há bem pouco tempo as “Parteiras” (isto a
propósito da despenalização do aborto) hoje, a Assembleia da Republica, por
larga maioria, votou favoravelmente a lei da despenalização da eutanásia, assim
pondo fim ao recurso as “despenadeiras” de hoje, ou seja, aqueles
que ajudam a abreviar a agonio e o sofrimento a doentes terminais.
As “despenadeiras de Nisa”, como nos conta Teófilo de Braga, no seu livro
“O povo português: Nos seus
costumes, crenças e tradições", citando Mota e Moura, ilustre cidadão
de Nisa que ocupou o cargo de presidente da Câmara, que entre os séculos XVIII e XIX, havia um grupo de mulheres
(“as despenadeiras”), que terão abreviado a agonia a doentes terminais lá da
terra, acreditando estar a praticar um ato de caridade poupando o moribundo ao
sofrimento.
"Na mentalidade delas, poucos esclarecidas, iam com boa
intenção aliviar o sofrimento das pessoas e depois punham-lhe termo à vida.”
Hoje, 20 de Fevereiro de 2020, com a
aprovação da despenalização e regulamentação da morte medicamente assistida em
Portugal, passou finalmente a considerar-se que as pessoas em pleno uso das
suas faculdades mentais, mas perante um sofrimento profundo ou uma doença
incurável, passam a ter a liberdade de escolha, ou seja, liberdade para decidir
morrer.
Hoje Portugal, põe termo as “Despenadeiras” ...
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